quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pliometria, com qual objetivo?

Muitos esportes se beneficiam da melhora da performance no salto vertical, esse treinamento é destinado ao desenvolvimento de força rápida e/ou potência.  Sendo assim a contração rápida e/ou potência é a utilização da tensão da fase elástica, na fase excêntrica do músculo, para a rápida ativação na contração, fase concêntrica.
Então potência, como os físicos gostam de dizer, é a capacidade desenvolver a força em uma unidade de tempo, ou seja, resulta da força aplicada vezes o tempo.
Inúmeras modalidades esportivas se utilizam dessa ferramenta chamada de treinamento pliométrico, que foi introduzido por Verkoshanski em planilhas de treinamento de seus atletas. No entanto, é importante salientar que essa estratégia deve ser encaixada em um padrão de treinamento organizado e periodizado.
Sabendo de antemão que essa estratégia deve ser precedida de uma preparação de base eficaz, no sentido de ter uma musculatura forte e preparada para os grandes impactos que sofreram durante o treinamento pliométrico, evitando assim lesões e consequente afastamento dos treinos.
A literatura apresenta um trabalho que investigou a melhora da potência com treinamentos de força aliados a pliométria e a execução separadamente desses treinos, e verificaram que as maiores melhoras nos parâmetros de força e potência se encontraram no treino que conciliava ambas as estratégias. Um programa pliométrico com corredores  mostraram uma redução do tempo de corrida. 
Outro trabalho verificou que uma série de exercícios pliométricos com diferentes intervalos (1~5 min) de repouso, em jogadores de rugby, melhorou os parâmetros de saltos (altura) e pico de força.

1: Tobin DP, Delahunt E. The acute effect of a plyometric stimulus on jump performance in professional rugby players. J Strength Cond Res. 2013 May 17.
2: Perez-Gomez J, Calbet JA L. Training methods to improve vertical jump performance. J Sports Med Phys Fitness. 2013 Aug;53(4):339-357.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Periodização: Alcançando metas

A periodização é uma ferramenta utilizada e descrita desde a Grécia antiga, empregado na preparação de atletas com o objetivo definido para uma determinada competição.
Relatos do acompanhamento anual de atletas na URSS foram descritos por Matveev (1965) trabalho esse que foi visto com muita atenção, pois com o passar dos anos isso passou a ser utilizado na preparação de soldados com objetivo na preparação bélica desses indivíduos. Mais tarde com inicio dos jogos olímpicos da era moderna, onde as premiações passaram a ser maiores, outro fator preponderante nesse período foi à busca da supremacia esportiva das grandes potencias econômicas mundiais. Nesse momento a utilização da periodização passou a ser crucial na preparação dos atletas profissionais.
Visto que o modelo inicial era descrito como uma preparação dividida em pequenos períodos, denominado pelo autor como macrociclo. Sendo que essas divisões poderiam estar objetivando apenas uma competição por ano, duas, três ou múltiplas. Umas das características principais nesse modelo seria a preparação feita em fases com objetivo na competição principal. Mais tarde outros autores com base nos achados inicias de Matveev passaram a fazer modificações e questionamentos com relação ao modelo apresentado. Tschiene (1980) sugeriu um modelo que oscilava elevadas intensidades e volumes (entre 80-100%) durante todo o período de preparação, chamando de modelo oscilatório. Mais tarde Verkoshanski (1990) descreveu um modelo em blocos, em especial por 3 tipos de blocos, sendo que o inicial seria composto de exercícios de preparação geral, o segundo da preparação especial e o terceiro a realização da prova ou competição, lembrando que os volumes iniciais seriam altos com intensidade baixa e ao se aproximar da competição essa relação se inverteria.
De maneira contemporânea Bompa (2000) sugere apenas algumas mudanças no modelo inicial de Matveev, pois cita a importância desse autor para a melhor compreensão e preparação. A proposta do Bompa sugere a substituição dos subitens compostos de 4 a 6 microciclos (cada microciclo se refere a um período de 6 a 7 dias) chamados de mesociclos, por períodos chamados macrociclos. Bompa sugere tal mudança em virtude do elevado numero de competições que o calendário atual propõe para os atletas profissionais, pois com essa proposta a preparação pode ser melhor dividida e controlada.
De mãos dessas propostas escolher a melhor estratégia faz se necessário para encaixar os  melhores métodos de treinamento. Lembrando que nesse momento é imprescindível conhecer os princípios básicos do treinamento.
Com relação os métodos de treinamento, compreender a via metabólica preponderante na modalidade faz se necessário, diante disso utilizar métodos que sejam capazes de criar mudanças e alterações em todo arcabouço metabólico do atleta. A literatura sugere que mesmo atletas de predomínio aeróbio necessita de uma melhora no metabolismo anaeróbio, pois essa estratégia é capaz de melhorar o rendimento geral do atleta durante uma prova ou competição. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O custo da hipocrisia do Brasil!!!

Vou compartilhar por aqui também mais esse escândalo coberto pelos grandes órgãos de informações.
Muito se fala sobre as possibilidades e oportunidades que serão geradas em função do Brasil ser sede de grandes eventos esportivos, mas me pergunto sempre o quanto tudo isso ira custar?Utilizaremos tudo isso com efetividade quando a todo o glamour passar?
Esse escândalo expõe um pequena parcela do que realmente esta acontecendo.
http://blogdojuca.uol.com.br/2013/05/bicicleta-de-147-milhoes-de-reais/

Para os que tem memória vão lembrar que no ultimo jogos olímpicos o atleta brasileiro do ciclismo participou com o uniforme rasgado, RASGADO!!!



segunda-feira, 25 de março de 2013

Treinamento individualizado

Ter uma orientação individualizada é importante?Essa é uma questão que sempre permeia o pensamento quando se cogita a possibilidade de contratar um profissional especializado (personal trainer). Para a grande maioria essa duvida é fácil de ser respondida, mas ainda uma parcela acha que isso é apenas um luxo ou um simbolo de status social. A orientação individualizada é fundada em um dos princípios básicos da teoria do treinamento, e se utilizando desse principio os resultados vão ser atingidos com maior magnitude e em um período mais curto. O estudo abaixo buscou investigar tal dúvida, analizando indivíduos experientes em treinamento de força após 12 semanas de treinamento com e sem supervisão sobre parâmetros do treinamento de força, e observaram que os indivíduos com orientação tiveram maiores ganhos de força e massa magra. 

1. Med Sci Sports Exerc. 2000 Jun;32(6):1175-84. The influence of direct supervision of resistance training on strengthperformance. Mazzetti SA, Kraemer WJ, Volek JS, Duncan ND, Ratamess NA, Gómez AL, Newton RU, Häkkinen K, Fleck SJ. The Human Performance Laboratory, Ball State University, Muncie, IN 47306, USA. PURPOSE: The purpose of this study was to compare changes in maximal strength, power, and muscular endurance after 12 wk of periodized heavy-resistance training directly supervised by a personal trainer (SUP) versus unsupervised training (UNSUP). METHODS: Twenty moderately trained men aged 24.6 +/- 1.0 yr (mean +/- SE) were randomly assigned to either the SUP group (N = 10) or the UNSUP group (N = 8). Both groups performed identical linear periodized resistance training programs consisting of preparatory (10-12 repetitions maximum (RM)), hypertrophy (8 to 10-RM), strength (5 to 8-RM), and peaking phases (3 to 6-RM) using free-weight and variable-resistance machine exercises. Subjects were tested for maximal squat and bench press strength (1-RM), squat jump power output, bench press muscular endurance, and body composition at week 0 and after 12 wk of training. RESULTS: Mean training loads (kg per set) per week were significantly (P < 0.05) greater in the SUP group than the UNSUP group at weeks 7 through 11 for the squat, and weeks 3 and 7 through 12 for the bench press exercises. The rates of increase (slope) of squat and bench press kg per set were significantly greater in the SUP group. Maximal squat and bench press strength were significantly greater at week 12 in the SUP group. Squat and bench press 1-RM, and mean and peak power output increased significantly after training in both groups. Relative local muscular endurance (80% of 1-RM) was not compromised in either group despite significantly greater loads utilized in bench press muscular endurance testing after training. Body mass, fat mass, and fat-free mass increased significantly after training in the SUP group. CONCLUSION: Directly supervised, heavy-resistance training in moderately trained men resulted in a greater rate of training load increase and magnitude which resulted in greater maximal strength gains compared with unsupervised training. PMID: 10862549 [PubMed - indexed for MEDLINE]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Freqüência Cardíaca dos Treinos

A corrida parece ser uma prática simples e descomplicada aos olhos da maioria das pessoas por isso muitos fazem a opção de inicia la sem uma prévia avaliação e sem a orientação de um profissional especializado.
A dúvida mais recorrente é com relação a freqüência cardíaca (FC) utilizada para os treinos, ou seja,  qual FC cada um deve determinar nos frequenciômetros de punho.
De uma maneira geral essa questão é um pouco complexa pois o ideal seria a realização de um teste de esforço máximo sobre a observação de cardiologista para a determinação de FC máxima real  para assim partimos para um trabalho direcionado.
O método mais utilizado e eficaz é a conhecida fórmula de Karvonen, que leva em consideração a FC de repouso e a chamada FC de reserva, que se refere a FC max - FC repouso, segue a fórmula e um exemplo.

FC Treino = ((FC max − FC repouso) × %Intensidade) + FC repouso
ou seja:
Um indivíduo com idade de 20 anos e uma FC de repouso de 70 bpm (batimentos por minuto)
FC max = 220- 20 = 200 bpm
Exemplo para determinar FC de treino a 80%:
FC Treino  = ((200 - 70)x 0,8) + 70
FC Treino = 174 bpm

Desta maneira repita esses passos para todas as zonas de trabalho (50, 55, 60, 65, 70, 75, 80, 85, 90, 95%) e assim terá um panorama de utilização das FCs durante os treinos, pois dentro da rotina de treinos seerá necessário a variação da utilização das FCs.

Bons treinos...





quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Doping?

Ultimamente o termo doping vem sendo recorrente nos meios de noticias esportivas, mas não no mundo esportivo competitivo, sem falarmos aqui do âmbito das academias. Essa palavra é muito antiga e utilizada desde a Grécia antiga. 
O esporte competitivo como vemos é um mundo que pouco sabemos e conhecemos, os verdadeiros interesses e a grande exposição do esporte gera mega finanças aos patrocinadores e confederações, sim, estamos falando do mais belo exemplo do capitalismo, capital a todo custo.
Há tempos o esporte de alto nível deixou de ser uma competição leal entre os melhores, o que estão nos apresentando na realidade é uma competição entre os meios mais eficientes aplicados aos melhores da melhor maneira, ou seja, de uma maneira que se for utilizado alguma coisa ilícita não seja possível identifica las ou detecta la. 
A caça as bruxas aos dopados não deve ser direcionada a um ou outro atleta e sim ao esporte competitivo geral, podemos aqui elencar exemplos de atletas olímpicos ou não que caíram no doping, mas a discussão deve ser fundada no porque isso tem sido cada vez mais constante?Porque alguns poucos são acusados?Qual a motivação para tal estrategia?
O esporte deve ser uma maneira elegante de mostrar competições leais e apresentar que alguns vencem e muitos perdem, assim como na vida, e perder as vezes não é nenhum demérito, pois existiram outras oportunidades de novas tentativas de vitórias, mas com riscos, tudo isso sempre tendo em mente a ética,  palavra essa tão esquecida ultimamente em todos os aspectos.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Benefícios psicológicos da atividade física

Que a prática de exercício físico traz benefícios as condições físicas isso é uma questão bem consolidada, mas provar que esses tais benefícios extrapolam a performance e composição corporal ainda é uma busca incessante.
Um trabalho recentemente publicado buscou investigar os efeitos do exercício físico sobre a redução da composição corporal e sobre os benefícios sociais e de auto-imagem. Nesse trabalho adolescente obesos faziam exercícios em bicicletas estacionarias durante 10 semanas e ao terminou  avaliou se melhora em parâmetros como: auto imagem,  e de performance pessoal dos exercícios sem alteração significativa sobre redução dos parâmetros corpóreos.
Para aqueles que praticam exercícios essa é uma constatação conhecida, mas vale sempre lembrar esses fatos aos relutantes ao exercício e defensores do sedentarismo.

  2012 Sep 30. [Epub ahead of print]

The Effects of Aerobic Exercise on Psychosocial Functioning of Adolescents Who Are Overweight or Obese.

Source

Healthy Active Living & Obesity Research Group, Children's Hospital of Eastern Ontario Research Institute, Department of Pediatrics, University of Ottawa, School of Psychology, University of Ottawa, Centre for Healthy Active Living, Children's Hospital of Eastern Ontario, and Department of Psychology, Carleton University.

Abstract

OBJECTIVES:

To evaluate effects of stationary cycling to music versus interactive video game cycling on psychosocial functioning in obese adolescents.

METHODS:

30 obese adolescents aged 12-17 years were randomized to twice weekly laboratory-based sessions of stationary cycling to music or interactive video game cycling for a 10-week trial. Participant's self-reported measures of scholastic competence, social competence, athletic competence, body image, and self-esteem were obtained. Aerobic fitness and body composition were directly measured.

RESULTS:

Although no differences emerged between exercise groups over time, when collapsed across exercise modality, significant pre-post improvements were found for body image, perceived scholastic competence and social competence. Changes in aerobic fitness, but not body composition, were positively associated with psychosocial functioning.

CONCLUSIONS:

Aerobic exercise was associated with improvements in body image, perceived academic performance, and social competence in obese adolescents, and these psychological benefits were related to improved aerobic fitness but not changes in body composition.